Um resumo razoável em vídeo

Rádio Matraca - Especial Festival de Iacanga

. . Matéria em setembro de 2010.   Por Laert Sarrumor. Muito bacana!

terça-feira, novembro 05, 2019

Criação do conteúdo

" Eu participei apenas da edição de 1983, em viagem de carona e trem, de São Paulo/capital até à fazenda na divisa dos municípios de Reginópolis e Iacanga, interior de SP.
Cheguei 15 dias antes, ficamos acampados em frente a fazenda até o início do evento. Cada dia eu visitava um município, tomava algumas blitz dos'ome, conhecia muita gente legal, aprendia novas formas de existir. Uma semana depois de nossa chegada, começaram a chegar outras pessoas, muitos jovens de toda parte do país e fora dele, muitos eu encontrava perdidos em Bauru, Pirajuí, Reginópolis, procurando 'uma fazenda onde ia rolar um lance legal', levava-os comigo, e ficávamos acampados juntos a partir daí.
Experiência sensacional, daquelas que só percebemos depois.
.
Fim do evento, segui estrada pelo país vendendo meu artesanato em metal branco (alpaca) e linhas. Meu metal acabou quando eu estava em Goiás, hoje o Tocantins; eu precisava voltar a São Paulo para comprar mais, dali nós iríamos para a Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, destino de muitos malucos e hippies naquela época. Decidi voltar pelo interior para poder rever aquela região onde ocorrera o Festival, pois minha ficha já tinha caído e me dava conta do quanto tinham sido maravilhosos aqueles dias, ricos e ímpar. Imaginei em conhecer e curtir mais a região, mesmo porque provavelmente, pensei, encontraria muita moçada que teria permanecido por lá.

 Cheguei, mas não encontrei ninguém, rs. Estava gestante do meu filho mais velho, decidi então permanecer algum tempo curto, o suficiente para conhecer mais os moradores da região (Reginópolis, Ibitinga, Pirajuí, Arealva, Bauru, etc). Em Iacanga, não conseguindo alugar um imóvel, - o déficit habitacional era o maior da região, - fomos convidados por alguns moradores simpáticos e um vereador, a morarmos provisoriamente em um prédio antigo, desativado, próximo à igreja matriz. Ao final. foi ali que nasceram o filho mais velho, o segundo filho e a caçula. Ou seja, o tempo passou e quando me dei conta estávamos eu e meus 3 filhos já crescidos estabelecendo nossas histórias em Iacanga.


 Mas uns 15 anos depois a 84, muitos alunos universitários e representantes de mídia convencional, me procuravam para falar sobre o movimento hippie, o Festival de Águas Claras, e minha história, assim como ter ficado em Iacanga após o festival. Eu ficava muito feliz em retribuir o carinho da recepção, com as melhores informações possíveis, tirar dúvidas, etc. E me acostumei facilmente a estas abordagens.


 Com a chegada da internet em casa, início dos anos 2000, vasculhando a rede, nada encontrei sobre o tema 'Festival de Águas Claras', à exceção de uma foto do Rubino  onde aparece ele e a moto cheio de lama, feliz da vida, na edição de 1983, tratava-se de foto no word express, muitos comentários, incluindo de pessoas de Iacanga. Pouco tempo depois, no ORKUT,  a primeira rede social, conheci o João Filho, que havia criado ali um fórum para que falássemos sobre o Festival de Águas Claras. E ali mesmo os conteúdos começaram a ser enviados para mim, ao saberem que fui a única a permanecer na região por ter participado do evento.
Fiz amizades maravilhosas, conheci muitos músicos que participaram, reencontrei amigos das antigas, demos muitas boas risadas, etc.
Todos também, manifestavam interesse em rever a fazenda, nos conhecermos pessoalmente, organizar um encontro informal, passar alguns momentos juntos mais uma vez. Enfim, se organizavam para ir à Iacanga, de todo o lado do país, em 2007; acompanhei o número de pessoas crescer a milhares um dia após o outro. Entendi que precisava trazer participação - para fins de notificação e apoio estrutural/orientações -, ao poder municipal. Infelizmente recebi um redondo e definitivo 'naõ', me obrigando a tomar uma atitude dolorosa e constrangedora: solicitar às pessoas que já estavam a caminho, a gentileza de não concluirem a viagem, pois eu não teria como recebê-los.     Constrangedor, pois o município não me pertence, pedir que não realizem uma viagem não faz sentido, - vá lá, apenas a prevenção para que, algumas pessoas eventualmente não passassem alguma privação .... não é de nosso perfil, mas eu não poderia expor tantas pessoas. Fim. Superei o trauma.
Pois, paralelo já estava no ar esta página, e eu já havia criado o registro no wikipidia. Foram os dois primeiros grandes canais informativos e de registros. Depois vieram as páginas de podcast, facebook, etc. Criei todas distribuindo o mesmo conteúdo a todos, citando a fonte do arquivo, etc. Administrar os ladrões de conteúdo, maus jornalistas, interesseiros, produtores parcos, gente burra (perdão!) e gente chata, foi a única parte chata em administrar essa narrativa com integridade e alto nível de profissionalismo. Atravessamos um período um tanto pré histórico, onde as pessoas se portaram um tanto vândalas, megalomaníacas, sem noção, preguiçosas e principalmente sem rock'n roll. Mas pra isso tb tem jeito, rs, montei equipe pra me ajudar e hoje estão aí pra não me deixarem desapontada.

 Da tentativa que as pessoas fizeram para chegar em Iacanga em 2007, para nos reunirmos, ainda ficou adrenalina nas veias, e então conseguimos realizar micro luauzinhos, quase simbólicos, encontros reunindo então não só pessoas que vieram antes, mas já outras faixas etárias mais jovens, outras gerações, tambem os simpatizantes e afins, com periodicidade anual. Ganhei um convite do Ministério da Cultura, para preenchimento de um questionário que indicaria se o Luau de Águas Claras é um Ponto de Cultura, e em 2017 recebi o certificado que sim, em quaisquer locais do país onde ocorrer o Luau de Águas Claras, será então um ponto de cultura! Hoje temos tambem o registro Google, que alem de ofertar espaço para registros , direciona a endereço físico onde podem ser agendadas visitas a combinar modo e roteiro.

 Hoje, o que foi o Festival de Águas Claras, o que foi o Movimento Hippie, o que é vida alternativa, como é cultura, e todo tema que envolve este evento, são questões que só consciência com apuro poderá fazer interpretação correta assim como conclusões. ..... Afinal, "isso aqui não é woodstock." E nem deve! Woodstock foi lindo! Festival de Águas Claras foi lindo! Coisas lindas acontecem. De qualquer forma, concordamos com o organizador Leivinha quando ele disse em entrevista à EducadoraFM (em 1999), "o Festival de Águas Claras foi uma grande quermesse brasileira" = Perfeito.

. Agradeço aos ilustres moradores, que compartilharam a vida comigo e meus filhos!
. Gratidão ao Leivinha e parabens a ele por ser quem é!
. Grata aos meus filhos por ter paciência comigo e minhas escolhas.
. Grata aos seguidores de todos os canais ao longo destes anos, que se tornaram amigos, equipe e colaboradores!"


Assinado: Sethma Lua, a Rosa Cheixas ou, Rosa Hippie


...

O texto acima, é um trecho inicial gravado no wikipidia quando o criei, tem sido editado por mim repetidamente. Não apenas correções textuais, mas supressões de parte, inclusões de outras, e usufruto de toda essa flexibilidade disponível. Seria um rodapé, uma sessão de curiosidade da página no wiki que recebe versão resumida desta. Em repeito à informações relevantes e de importância a pesquisadores, que lá se dirigem por ser esta a função de uma enciclopédia, a riqueza de detalhes e informações.  Mas principalmente a partir de início de 2019, algum bug, algum IP tem comprometido a inserção do conteúdo. Então, por enquanto, tá aqui registrado.


#Leivinha #RosaHippie #SethmaLua #Reginópolis/Iacanga

3 comentários:

Geisa disse...

Minha doce Rosa..com sua garra rockiana..sua alma louca e livre..Sou grata por te conhecer e sempre contigo aprender. Bjokas

Lua disse...

Geisa!
Veia de aguaclarense rara! A rapeize não me desmente.
Tmj
'Que os Budas da Era de Aquário continue com todos!' 'E estão'!
bjks sagradas

Farrokh Pacheco disse...

Uhuuuuu